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  • Dani Greco para "estadosDEpassagem"

palavramentos


28/01/2013

“estados, cheiros, paisagens, perfis, lembranças, chuva chuva chuva chuva. pés descalços, cafés, sorrisos, janela, calor calor calor calor. sons, vibrações, cores, amarelo, cinza, azul, laranja. saudade, fim. (Rio de Janeiro de muitas memórias)”

D.G.

25/01/2013

“Eu queria poder voar, pausar nas folhas das trepadeiras que sobem seus muros. Eu queria poder ficar em silêncio, esperando o inesperado. Eu preferiria ouvir as melodias de seus ventos, de seu tempo. Gostaria de ver você passar mais uma vez, sem nunca ter te visto. Eu queria que você voltasse, para que eu pudesse na passagem estar, ficar, sentir o vento passar também. Eu queria viver seu tempo, perder os medos, estar. Estar breve, breve me envolver, breve permanecer. Na vida nem tudo é passageiro. (Uma lágrima cai da janela do bondinho de Santa Teresa.)”

D.G.

22/01/2013

“Meu despertador amarelo marca sempre a mesma hora, 5:50, foi o preço que eu paguei nele, é a hora que eu acordo. (Na Central do Brasil o relógio marca sempre a mesma hora)”

D.G.

21/01/2013

“Acordei e saí de casa bem cedo, estava chovendo. Enquanto descia a escada do meu lado direito vinha subindo uma menina de cabelos cacheados que me olhou fixamente nos olhos, ela tinha nas mãos um saco de pão daqueles que nem tem o nome da padaria, um saco inteiro marrom. Ela continuou a subida e eu a descida, na minha frente um pão, pedaço de menina. Parei e fiquei ali olhando o pão derreter na chuva. (Escadão da Frei Orlando é o quintal da nossa casa, quem passa deixa memória.)”

LetíciaMaia / D.G.

“Na minha casa tem uma goteira bem no batente da porta, no alto, toda vez que chove eu tenho que colocar uma toalha, de banho, rosa, dobrada 3 vezes. (Na nossa casa é assim.)”

“Hey! Você tá de passagem? Você vem sempre aqui? Onde é seu território? Hey! Sai da chuva! (Estado de chuva no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo)”

“Eles marcaram um encontro. Ela bem arrumada de blusa de oncinha, tomando uma cerveja. Ele de dreads, meio preso meio solto, longos, calças sujas, blusa suja, de chinelo. Fala casteliano. Ele atende a uma ligação. Ela liga para alguém, parece fofocar sobre ele. Ele atende outra ligação, ela fica ensimesmada e começa a não gostar do jeito dele sujo de ser. Ela está a espera de algo… (No escadão da Lapa aconteceu assim.)”

“Sobem em ziguezague como se a escada toda fosse deles. Como se tivessem memorizado cada degrau. Eles sobem ziguezagueando e pausam na margem. Sentados. É território de quem? A escada é deles. (No escadão da Lapa eles são os donos.)”

D.G.

19/01/2013

“No Escadão da Lapa tem pausa para foto, sombras de árvores a direita da descida, a esquerda da subida. Cervejas e brindes. Descanso, pausa. Sorrisos, máquinas profissionais.”

“E uma fachada bege com nós em azul.”

D.G.

15/01/2013

“O lugar que você está é o lugar que você mora.”

D.G. - Ladeira Frei Orlando

12/01/2012

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“Estar entre”

“A pausa pousa sobre uma árvore. Sobre uma ponte.Sobre um banco azulado, sujo ou acolchoado. Sobre pedras em desnível. Sobre grades de quadrados. Pousa sobre o sol. Sobre a sombra. Sobre rampas, corrimões. Sobre ilhas. Sobre faixas. Sobre pistas. Sobre um chão. Sobre olhares. Sobre filas. Multidão. Pausa. Pausei. Descanso. Respirei. Não parei, apenas silêncio. A pousa o corpo.”

D.G.

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